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As startups frequentemente são consideradas empresas exclusivamente de base
tecnológica, mas isso não é necessariamente verdade: a sua essência geralmente está
relacionada aos conceitos de ambição (PERIN, 2015), inovação (SIGNORI et al., 2014),
escalabilidade (DE MELO; MORAIS; ZDANOWICZ; AULER, 2020) e crescimento
(CUNHA FILHO; DOS REIS; ZILBER, 2018).
Para Hawkins (2013), as startups podem vir de todas as formas. Algumas das
tarefas críticas são: construir uma equipe para garantir habilidades e recursos essenciais
para conduzir pesquisas e construir um primeiro Produto Mínimo Viável (MVP), a fim
de validar hipóteses, avaliar e desenvolver as ideias, além de oportunidades para
estabelecer uma compreensão mais profunda dos conceitos de negócios, bem como o
potencial comercial.
Termos como empreendedorismo e a inovação se relacionam de forma positiva
e sinérgica nas organizações que os empregam, bem como em suas culturas e rotinas,
sendo esta combinação um elemento diferencial e estratégico no que tange à
dinamicidade e à incerteza do macroambiente corporativo (ZHAO, 2005). Segundo
Zhao, inovações são a principal força motriz do desenvolvimento econômico e do
aumento da produtividade em uma sociedade baseada no conhecimento.
As empresas startups são a forma mais adequada de implementação de
invenções e, consequentemente, o melhor mecanismo para a comercialização de
novidades tecnológicas. Nesse contexto, o empreendedorismo social se diferencia do
empreendedorismo propriamente dito em dois principais aspectos: os bens e serviços
são produzidos para solucionar problemas sociais; e não se destina somente aos
mercados, mas às comunidades socialmente vulneráveis. Assim, o empreendedor
social (GENÚ, 2018) pode ser considerado um tipo especial de líder (CRUZ, 2012; DE
QUEIROZ BRUNELLI, 2018), pois suas ideias e inovações são o combustível para
encontrar soluções para os problemas sociais.
O empreendedor social é muitas vezes mais criativo (GENÚ; GÓMEZ; MUZZIO,
2018) e comprometido do que empreendedores privados, porque os riscos estão
relacionados à vida humana. As ideias dos empreendedores sociais se espalham,
diferentemente dos empreendedores por oportunidade, que podem se dar ao luxo de não
precisar necessariamente de dinheiro para levar comida para casa no mesmo dia, não
tendo a possibilidade de passar fome.