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3.2. DEFINIÇÕES E CONTEXTO DA EAD
A Educação a Distância tem sido uma prática educativa, ou seja, uma prática de interação
pedagógica, cujos objetivos, conteúdos e resultados obtidos identificam-se com aqueles que
constituem, nos diversos tempos e espaços, educação como projeto e processo humano,
histórico e politicamente definido na cultura das diferentes sociedades (KEEGAN, 1991).
Qualquer que seja a forma e o meio de realizar o processo educacional, presencial ou a distância,
o papel das mídias se tornou essencial para a eficácia e qualidade da educação, possibilitando
múltiplas formas de tratar o conhecimento e criar ambientes mais dinâmicos de aprendizagem.
Assim, a tecnologia de base digital passa a complementar a nova forma de educação, devido a
haver, além do acompanhamento online do aluno, a assistência no polo a distância, o que
substitui a assistência regular do professor na chamada aula presencial (SILVA, 1998).
Nesse contexto, Hoffman e Mackin (1996) defendem que a incorporação crescente das novas
tecnologias da informação e comunicação (TIC’s) ao processo ensino-aprendizagem vem
tornando-a mais extensiva em público e audiência, rompendo barreiras culturais, de língua, de
espaço geográfico, de tempo, tanto quanto vem dinamizando os modos de ensinar e aprender,
de realizar as interações necessárias entre aprendiz/interface.
Assim, muitas são as possibilidades de oferta na EaD, entre elas estão o material impresso
(livros, manuais, apostilas), rádio, televisão, telefone, correi postal, correio eletrônico, fax até
aos simuladores online, em redes de computadores, avançando em direção à comunicação
instantânea de dados, voz, voz e imagem, via satélite ou por cabos de fibras óticas.
Além disso, os satélites de comunicação e as redes de computadores oferecem inúmeras
possibilidades para criar, armazenar, distribuir, apresentar informações, motivar, interagir e
estabelecer relações no âmbito da mediação pedagógica. Com isso, o estudante e o professor
interagem mediante os meios de comunicação disponíveis, enquanto a relação entre os
aprendizes está dispersa, devido a razões de posição geográfica (MATA, 1995).
Cabe à escola e à tecnologia educacional adaptar-se e inserir-se neste processo de
“revirtualização” do conhecimento, que vai além da linguagem oral e escrita, dos recursos do
giz, do quadro negro e do livro didático. “A nossa cultura atual dominante é impregnada de
uma nova linguagem, a da televisão e da informática, particularmente a linguagem da Internet”
(GADOTTI, 2000, p. 12).