124
MACROFAUNA DO SOLO INDUZIDA PELA EXPANSÃO DE CULTIVO DO
CAFEEIRO CONVENCIONAL NO SUDESTE DO BRASIL
SOIL MACROFAUNA INDUCED BY THE EXPANSION OF CONVENTIONAL
COFFEE CULTIVATION IN SOUTHEAST BRAZIL
Maria Júlia Moura
1
Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) - Brasil
Franciane Diniz Cogo
2
Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) - Brasil
Érika Andressa Silva
3
Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) - Brasil
Evandro Freire Lemos
4
Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) - Brasil
RESUMO
Este trabalho trata das modificações ocorridas na macrofauna do solo induzidas pela expansão
do parque cafeeiro. Foram avaliadas a macrofauna edáfica e epígea nas estações chuvosa (2022)
e seca (2023). Os táxons identificados foram 17 (Acarina, Araneae, Blattodea, Chilopoda,
Coleoptera, Diplopoda, Diptera, Formicidae, Gastropoda, Hemiptera, Scolopendridae,
Homoptera, Isoptera, Lepidoptera, Oligochaeta, Oniscidea e Orthoptera). A composição da
macrofauna foi afetada pela mudança de uso da terra nas duas estações. As áreas do cafeeiro
(linha de plantio, entrelinha e linha de tráfego) apresentaram visivelmente mais organismos que
a vegetação nativa e a pastagem em pousio na estação seca. A entrelinha nas duas estações
apresentou as maiores frequências de organismo, talvez se comporte como um corredor
ecológico, que permite o trânsito dentro do agroecossistema. Este estudo chama a atenção para
o ganho da abundância e diversidade da macrofauna nos sistemas de produção de café, em
especial na entrelinha e na estação seca.
Palavras-chave: agricultura, sustentabilidade, fauna do solo.
1
Graduanda em Agronomia, bolsista CNPq. Universidade do Estado de Minas Gerais.
maria.2149573@discente.uemg.br
2
Doutora em Ciência do Solo, bolsista Produtividade em Pesquisa UEMG. Universidade do Estado de Minas
Gerais. franciane.diniz@umeg.br
3
Doutora em Ciência do Solo. Universidade do Estado de Minas Gerais. erika.silva@ifc.edu.br
4 Doutor em Ciência do Solo, bolsista Produtividade em Pesquisa UEMG. Universidade do Estado de Minas
Gerais. evandro.lemos@uemg.br
125
ABSTRACT
This work deals with the changes that occurred in the soil macrofauna induced by the expansion
of the coffee park. Edaphic and epigeal macrofauna were evaluated in the rainy (2022) and dry
(2023) seasons. There were 17 taxa identified (Acarina, Araneae, Blattodea, Chilopoda,
Coleoptera, Diplopoda, Diptera, Formicidae, Gastropoda, Hemiptera, Scolopendridae,
Homoptera, Isoptera, Lepidoptera, Oligochaeta, Oniscidea and Orthoptera). The composition
of the macrofauna was affected by the change in land use in both seasons. The coffee tree areas
(planting line, inter-row and traffic line) had visibly more organisms than the native vegetation
and the fallow pasture in the dry season. The interline in both seasons presented the highest
frequencies of organisms, perhaps behaving as an ecological corridor, which allows transit
within the agroecosystem. This study draws attention to the gain in abundance and diversity of
macrofauna in coffee production systems, especially between rows and in the dry season.
Keywords: agriculture, sustainability, soil fauna.
1. INTRODUÇÃO
A macrofauna do solo fornece importantes serviços ecossistêmicos os quais podem ser
afetados pela mudança no uso da terra. Essas mudanças associadas ao monocultivo do cafeeiro
convencional, podem alterar a riqueza e a estrutura de dominância da comunidade biológica do
solo, e consequentemente a capacidade dos solos de responder a perturbações e a sua
capacidade de recuperação (TIBBETT; FRASER; DUDDUGAN, 2020).
Os solos e a serrapilheira são um dos principais reservatórios de biodiversidade abrigando
cerca de 25% dos organismos vivos do planeta em seu subsolo e 40% desses organismos estão
associados ao solo em alguma fase de seu ciclo de vida (DECAËNS et al., 2006). O
desequilíbrio da biodiversidade causado pelas mudanças no uso da terra associadas ao
monocultivo influencia as funções e serviços que sustentam a vida no planeta, e
consequentemente a produção agrícola (ADHIKARI; HARTEMINK, 2016; CHEN et al.,
2020).
As comunidades macrofaunicas fornecem serviços ecossistêmicos como transporte e
mistura do solo, fragmentação e decomposição inicial da serrapilheira (GHOLAMI et al.,
2016), beneficiam o metabolismo das plantas, atuam na ciclagem de nutrientes (SILVA et al.,
2018; KORBOULEWSKY et al., 2016), aumento da atividade de fixação de nitrogênio,
acréscimo da porosidade do solo (FILSER et al., 2016; MENTA; REMELLI, 2020), maiores
126
quantidades de macro e micronutrientes e polissacarídeos disponíveis, regulação das
populações de fungos e da microfauna, estimulação da atividade microbiana e a formação de
"pellets fecais" (BALOTA, 2017), melhora a estrutura física do solo, hidrologia e a produção
das culturas (CULLINEY, 2013). A macrofauna do solo é considerada um bioindicador da
qualidade do solo (SILVA et al., 2020).
As práticas de manejo agrícola e os sistemas de produção, como a monocultura do cafeeiro,
podem promover os impactos na integridade e resiliência do agroecossistema, interferindo na
manutenção dos serviços ambientais (NASCIMENTO, 2021). No entanto, o café é uma das
commodities agrícolas mais importantes do Brasil, contribuindo relevantemente para o PIB
(produto interno bruto), e afeta de forma positiva o número de empregos, gerando direta e
indiretamente oito milhões de vagas de empregos no Brasil (MINSTÉRIO DA
AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO MAPA, 2012). O Brasil é
responsável por 35,3% dos cafés mundiais (CONSELHO DOS EXPORTADORES DE CAFÉ
DO BRASIL - ICO, 2022), sendo o maior produtor e exportador e o segundo maior consumidor
de café do mundo (CONSELHO DOS EXPORTADORES DE CAFÉ DO BRASIL - CECAFE,
2022). O país produz 37 milhões de toneladas de café arábica beneficiado, 94% da produção
nacional está concentrada na região sudeste (COMPANHIA NACIONAL DE
ABASTECIMENTO CONAB, 2023). Para atender demandas crescentes por consumo, a
expansão do cultivo de cafeeiro e a mudança de uso da terra têm ocorrido em áreas de pastagens
na região sul e oeste de Minas Gerais, Brasil (PIRES et al., 2022). A substituição das áreas de
pastagem por cafeeiro, gera menos impactos ambientais no solo, uma vez que uma lavoura
permanece no solo, em média 15 anos, com ausência de revolvimento anual do solo.
As respostas da macrofauna edáfica e epígea à expansão de cafeeiros em sistema
convencional (LAMEL, 2014; MARQUES, 2014; SILVA, 2012; OLIVEIRA, 2016) não foram
avaliadas simultaneamente, nas estações de inverno e verão, nas profundidades 0-0,10m, 0,10-
0,20cm e 0,20-0,30m e nas posições linha de plantio, linha de tráfego e entrelinha. As mudanças
no uso da terra para culturas perenes, como a cafeicultura, que possui tratos culturais
necessários para colheita, os quais geram movimentação da cobertura do solo (folhas e galhos
na linha e corte e dessecação da entrelinha) anual, podem reduzir a cobertura vegetal superficial
(alimentação e abrigo) especialmente no inverno (colheita), em seguida, causar a redução na
densidade e diversidade da macrofauna epígea, enquanto, que a macrofauna edáfica (aqueles
que vivem em camadas mais profundas do solo) podem aumentar ou permanecer constante.
127
2. OBJETIVOS
O presente estudo apresenta uma avaliação completa das comunidades edáfica e epígea
pesquisadas simultaneamente em cronossequência de mudança de uso da terra na principal
região produtora de cado Brasil. O objetivo foi (i) investigar os efeitos da mudança no uso
da terra na macrofauna do solo, especialmente o efeito do cultivo da cafeicultura na densidade
e diversidade da macrofauna do solo em comparação com pastagens pousio e vegetação nativa,
e (ii) se a magnitude das respostas da macrofauna a mudança do uso da terra difere de acordo
com ao nicho da comunidade (acima e abaixo do solo), das estações (inverno e verão) e das
posições amostradas (linha de plantio, linha de tráfego e entrelinha). As hipóteses testadas
foram (i) a mudança do uso da terra para uma cultura como a cafeicultura aumentaria a
densidade e a diversidade da macrofauna edáfica, enquanto a comunidade epígea seria reduzida
pela movimentação na serapilheira superficial e (ii) a magnitude das respostas da macrofauna
dependeria das condições edafoclimáticas da posição amostrada (linha de plantio, linha de
tráfego e entrelinha).
3. DESENVOLVIMENTO
Caracterização da área de estudo
A área de estudo está em local estratégico e representativo da região Sudeste, principal
região produtora de café do Brasil, localizada no município de Passos, mesorregião Sul /
Sudoeste de Minas (Lat.: 20º44′53’’ S; Long.: 46º37′27’’ O) com altitude média de 776 m. O
clima da região em estudo é classificado como Cwa (classificação de Köppen e Geiger) com
uma pluviosidade anual de 1.288 mm e temperatura média anual de 21,5 °C. O local apresenta
estações definidas, uma estação seca (abril-setembro) e outra estação chuvosa (outubro-março)
de acordo com a classificação de Köppen. O solo da área de Passos foi classificado como
Latossolo Vermelho Amarelo distrófico no Sistema Brasileiro de Classificação de Solos
(EMBRAPA, 2006), textura média (327, 144 e 560 g.kg-1 de argila, silte e areia,
respectivamente).
Mudança de uso da terra
Para avaliar os efeitos da mudança de uso da terra na macrofauna do solo, foi usada uma
abordagem comparativa com os seguintes usos da terra: i) vegetação nativa fragmentos de
floresta estacional semidecidual, transicional para Cerrado; ii) pastagem em pousio sem
128
investimento de adubação e calagem; iii) cafeeiro na posição linha - área do sistema cafeeiro onde
localiza-se as plantas em renque, recebe a adubação e ocorre com frequência a eliminação das
plantas espontâneas; iv) cafeeiro na posição entrelinha - área sem cultivo de café com
crescimento de plantas espontâneas, não recebe adubação e elas são manejadas com controle
químico e mecânico; e v) cafeeiro na posição rodado do trator área de tráfego dos tratores e
equipamentos agrícola, está entre a linha e a entrelinha. A linha que recebeu os fertilizantes, a
entrelinha que recebe os ramos e folhas que desprendem da planta, os quais são transferidos da
linha para entrelinha no processo de varrição para a retirada do café do solo, esse processo
ocorre todos os anos e a área denominada linha de tráfego é uma área de transição entre a linha
e entrelinha.
Épocas e profundidades de amostragem do solo
As coletas das amostras de solo foram realizadas nas estações chuvosa (2022) e seca
(2023). A amostragem foi realizada nas profundidades 0-0,10, 0,10-0,20 e 0,20-0,30m. Na linha
de plantio foi amostrado na região rizosférica, na entrelinha ao acaso e na vegetação nativa ao
acaso em ziguezague. As amostras coletadas foram acondicionadas em sacolas plásticas e
devidamente identificadas e encaminhadas para o laboratório, para posteriores avaliações.
Avaliações, extração e identificação da macrofauna
A macrofauna edáfica, foi obtida atraves de monolitos, os quais foram dimensionados
com auxílio de um gabarito de ferro nas dimensões 25x25x30cm. O solo foi estratificado em
três camadas: 0-0,10, 0,10-0,20 e 0,20-0,30m, conforme as recomendações da “Tropical Soil
Biology and Fertility (TSBF)” (ANDERSON; INGRAM, 1993). Foram retirados três monólitos
em cada tratamento. A coleta da macrofauna epígea foi realizada através da instalação de
armadilhas de queda do tipo “pitfall”. Foram utilizadas garrafas pets de 500 mL. Esses foram
enterrados no solo de modo que os bordos das aberturas fiquem exatamente no nível do solo.
Para reduzir a fuga dos organismos das armadilhas foi colocado no seu interior 200 ml de
solução de detergente, na concentração de 5%. As armadilhas foram mantidas no campo durante
aproximadamente 72 horas. Foram colocadas nove armadilhas em transecto em cada
tratamento. Após esse período, os organismos coletados foram armazenados em álcool 70%
para posterior identificação.
Os monólitos coletados foram depositados em uma bandeja plástica e com auxílio de
pinças os organismos foram separados e depositados em frascos contendo álcool 70%. As
armadilhas de queda foram retiradas do campo e os organismos tados em frascos contendo
129
álcool 70% para posterior identificação. Os invertebrados maiores de 2,0 mm de diâmetro
foram identificados a nível de Classe, Subclasse, Ordem e/ou Família com auxílio de
microscópio estereoscópico, com aumento de 40 vezes.
Análise dos dados
Foram determinadas a riqueza taxonômica (número de grupos), abundância (número de
indivíduos) e calculados os índices de diversidade de Shanon e a equabilidade de Pielou. As
médias foram checadas pelos testes de normalidade dos erros e de homocedasticidade de
variâncias, respectivamente por meio dos testes de Shapiro-Wilks e Levene. Quando estes
pressupostos não foram satisfatórios os dados foram transformados por log (x+1). Em seguida
submetido ao teste de F ao nível de 5% de significância, e quando significativos aplicado o teste
TukeyHDS a 5% de probabilidade. As análises foram realizadas utilizando-se o programa “R”,
versão 4.3.2 (R Development Core Team, 2023), e os pacotes car (FOX et al., 2012), rstatix
(KASSAMBARA, 2020), ggplot2 (WICKHAM, 2009) e vegan (OKSANEN et al., 2016)
Aspectos éticos
O projeto obteve a autorização para atividades com finalidade científica para Captura
de animais silvestres in situ e Coleta/transporte de espécimes da fauna silvestre in situ (número:
86060-1 e código de autenticação: 0860600120221220) pelo SISBIO.
Frequência da macrofauna do solo
Os táxons identificados entre macrofauna edáfica e epígea foram 17, sendo eles:
Acarina, Araneae, Blattodea, Chilopoda, Coleoptera, Diplopoda, Diptera, Formicidae,
Gastropoda, Hemiptera, Scolopendridae, Homoptera, Isoptera, Lepidoptera, Oligochaeta,
Oniscidea e Orthoptera (Tabelas 1 e 2). Os grupos Blattodea, Diptera Diptera e Orthoptera
foram encontrados exclusivamente na superfície do solo (macrofauna epígea), enquanto que os
grupos Gastropoda, Oligochaeta e Oniscidea foram encontrados somente no solo (macrofauna
edáfica).
130
Tabela 1 Abundância (indivíduos. armadilha-²), riqueza (número de táxons) e desvio padrão dos grupos da macrofauna epígea.
Táxon
Nome Comum
Nível
taxonômic
o
Vegetação
Nativa
Pastage
m
Cafeeiro linha de
plantio
Cafeeiro
entrelinha
Cafeeiro linha de
tráfego
Araneae
Aranha
Ordem
18+1,91
2+0,44
4+0,76
1+0,33
3+0,50
Blattodea
Barata
Ordem
0
3+0,71
0
0
0
Chilopoda
Centopeias
Classe
0
0
0
0
2+0,67
Coleoptera
Besouros
Ordem
0
8+1,69
6+1,06
12+1,58
7+0,97
Diplopoda
Piolhos-de-
cobra
Classe
0
1+0,33
3+0,52
10+0,74
1+0,33
Diptera
Moscas
Ordem
1+0,35
0
0
8+1,54
0
Formicidae
Formigas
Família
6 +0,35
28+4,14
53+5,01
47+6,44
32+7,67
Homoptera
Cigarras
Subordem
1+0,3
0
12+2,27
4+0,73
13+2,46
Orthoptera
Grilos
Ordem
19+3,0
2+0,35
0
27+2,65
4+0,73
Scolopendrida
e
Lacraias
Família
1+0,31
5+1,04
1+0,35
1+0,33
1+0,33
Total / Riqueza (no de táxon)
46 / (5)
50 / (7)
79 / (6)
110 / (8)
63 / (8)
Acarina
Carrapatos
Subclasse
0
2+0,42
0
0
0
Araneae
Aranhas
Ordem
1+0,31
2+0,42
4+0,68
2+0,42
3+0,47
Blattodea
Baratas
Ordem
1+0,31
4+0,68
0
0
0
Chilopoda
Centopeias
Classe
0
0
0
0
1+0,31
Coleoptera
Besouros
Ordem
0
5+0,68
13+1,26
11+1,47
7+0,92
Diptera
Moscas
Ordem
0
1+0,31
0
6+0,94
1+0,31
Diplopoda
Piolhos-de-
cobra
Classe
0
5+0,96
6+0,94
5+0,68
3+0,47
Formicidae
Formigas
Família
20+1,93
29+4,29
43+3,74
53+5,57
61+6,25
131
Hemiptera
Percevejos
Ordem
1+0,31
0
2+0,42
4+0,68
2+0,42
Scolopendrida
e
Lacraias
Família
0
2+0,42
0
0
0
Homoptera
Cigarras
Subordem
0
0
2+0,42
0
0
Isoptera
Cupins
Ordem
0
0
0
5+1,57
0
Lepidoptera
Lagartas
Ordem
0
0
0
1+0,31
Orthoptera
Grilos
Ordem
0
8+1,52
1+0,31
28+2,42
3+0,47
Total / Riqueza (n º de táxon)
23 / (4)
58 / (9)
71 / (7)
115 / (9)
81 / (8)
N=9
Tabela 2 Abundância (indivíduos. m-²), riqueza (número de táxons) e desvio padrão dos grupos da macrofauna edáfica (0-30 cm).
Estação chuvosa
Táxon
Nome Comum
Nível
taxonômico
Vegetação
nativa
Pastagem
Cafeeiro
linha de plantio
Cafeeiro
entrelinha
Cafeeiro
linha de tráfego
Acarina
Carrapatos
Subclasse
0
16+5
0
16+5
0
Coleoptera
Besouros
Ordem
32+11
0
32+7
0
16+5
Diplopoda
Piolhos-de-cobra
Classe
0
0
48+11
0
0
Formicidae
Formigas
Família
112+17
144+34
0
160+31
0
Hemiptera
Percevejos
Ordem
16+5
0
0
0
0
Homoptera
Cigarras
Subordem
0
0
16+5
0
0
Isoptera
Cupins
Subordem
192+64
0
0
0
0
Lepidoptera
Lagartas
Ordem
48+8
0
0
0
0
Oligochaeta
Minhocas
Subclasse
192+20
112+19
16+5
0
64+21
Oniscidea
Tatuzinhos
Subordem
0
16+5
0
0
0
Total / Riqueza (n º de táxon)
592 / (6)
288 / (4)
112 / (4)
176 / (2)
80 / (2)
Estação seca
Táxon
Nome Comum
Nível
taxonômico
Vegetação
Nativa
Pastagem
Cafeeiro
linha de plantio
Cafeeiro
entrelinha
Cafeeiro
linha de tráfego
132
Acarina
Carrapatos
Subclasse
0
0
48+11
96+20
32+7
Araneae
Aranhas
Ordem
0
0
0
16+5
0
Chilopoda
Centopéias
Classe
32+7
0
16+5
32+7
32+7
Coleoptera
Besouros
Ordem
32+7
64+11
224+54
80+15
128+16
Diplopoda
Piolhos-de-cobra
Classe
16+5
0
0
16+5
0
Formicidae
Formigas
Família
0
528+134
0
832+261
16+5
Gatropoda
Lemas
Classe
0
0
16+5
0
0
Hemiptera
Percevejos
Ordem
0
16+5
208+54
80+15
272+23
Scolopendridae
Tesourinhas
Família
48+11
0
16+5
16+5
0
Homoptera
Cigarras
Subordem
0
0
48+11
0
0
Isoptera
Cupins
Subordem
432+76
1376+194
0
0
32+7
Oligochaeta
Minhocas
Subclasse
304+37
80+25
16+5
16+5
128+8
Oniscidea
Tatuzinhos
Subordem
0
0
0
16+5
0
Total / Riqueza (n º de táxon)
864 / (6)
2064 / (5)
592 / (8)
1128 / (10)
640 / (7)
133
Na estação seca, a riqueza da macrofauna edáfica, para camada de 0-0,30cm do solo,
foram identificados treze grupos (Acarina, Araneae, Chilopoda, Coleoptera, Diplopoda,
Formicidae, Gastropoda, Hemiptera, Scolopendridae, Homoptera, Isoptera, Oligochaeta), dos
quais seis grupos foram identificados na vegetação nativa, cinco grupos estavam presentes na
pastagem, 8 grupos recuperados na linha de plantio do cafeeiro, dez na entrelinha do cafeeiro e
sete na linha de tráfego do cafeeiro (Tabela 2). Os grupos Araneae e Oniscidea foram
encontrados com exclusividade na entrelinha do cafeeiro, os grupos Homoptera e Gastropoda
estavam presentes somente na linha de plantio. Enquanto que, a riqueza da macrofauna epígea,
consistiu em catorze grupo (Acarina, Araneae, Blattodea, Chilopoda, Coleoptera, Diplopoda,
Diptera, Formicidae, Hemiptera, Scolopendridae, Homoptera, Isoptera, Lepidoptera e
Orthoptera). Os grupos Acarina e Scolopendridae foram recuperados apenas na área de
pastagem, os grupos Isoptera e Lepidoptera foram exclusivos do cafeeiro entrelinha e o grupo
Chilopoda estava presente somente na linha de tráfego do cafeeiro.
Na estação chuvosa, a riqueza da macrofauna edáfica, para camada de 0-0,30cm do solo,
consistiu em dez grupos (Acarina, Coleoptera, Diplopoda, Formicidae, Hemiptera, Homoptera,
Isoptera, Lepidoptera, Oligochaeta e Oniscidea), dos quais seis foram identificados na
vegetação nativa, cinco grupos estavam presentes na pastagem, oito na linha de plantio do
cafeeiro, dez na entrelinha e sete na linha de tráfego do cafeeiro (Tabela 2). Os grupos
Hemiptera, Isoptera e Lepidoptera foram encontrados com exclusividade na vegetação nativa,
o grupo Oniscidea foi recuperado apenas na pastagem, e os grupos Diplopoda e Homoptera
estavam presentes somente na linha de plantio. Enquanto que a riqueza da macrofauna epígea,
recuperou dez grupos (Araneae, Blattodea, Chilopoda, Coleoptera, Diplopoda, Diptera,
Formicidae, Scolopendridae e Orthoptera), sendo cinco na vegetação nativa, sete da pastagem,
seis no cafeeiro linha, oito no cafeeiro entrelinha e linha de tráfego. O grupo Blattodea foi
exclusivo da pastagem.
O sistema de produção de café, em especial na macrofauna epígea, apresentou potencial para a
conservação da biodiversidade, em ambas estações. Assim, um cultivo de cafeeiro, que
permanece no campo em média de 15 anos, sem revolvimento do solo, com plantas na
entrelinha, gera o microclima favorável, habitat e alimentos para os organismos. O uso e
gerenciamento da terra para a cafeicultura, ao longo tempo, não apresenta mudanças intensas
no solo, o qual modifica o microclima do solo, conduz a diminuição a cobertura do solo
134
(alteração na temperatura do solo), e ainda alterações físicas dos habitats o que pode gerar a
redução da abundância dos principais grupos da macrofauna (LEMESSA et al., 2015; SOFO,
MININNI; RICCIUTI, 2020).
Abundância, riqueza, diversidade e uniforme da macrofauna epígea
A abundância da macrofauna epígea foi afetada pela mudança de uso da terra na estação
chuvosa (Uso da terra p=0,0036) e seca (Uso da terra p=0,00325) (Fig. 1). Em relação a
vegetação nativa, considerada como área de referência (ausência de perturbações antrópicas), a
abundância da epígea, na estação chuvosa, foi menor que dá entrelinha do cafeeiro (p=0,0012).
Enquanto para a riqueza, na estação chuvosa, não houve diferença entre os usos da terra
(p=6528). Na estação seca, a macrofauna epígea (riqueza) apresentou diferença entre vegetação
nativa e entrelinha (p=0,00038) e vegetação nativa e pastagem (p=0,03449). A abundância
epígea, na estação seca, assim como na estação chuvosa, apresentou diferença entre a entrelinha
do cafeeiro e a vegetação nativa (p=0,0011).
Macrofauna Epígea
Estação chuvosa
Estação seca
a
p = 0.00325 **
p = 0.00124 **
p = 0.6528 ns
p = 0.0036**
135
Figura 1. Abundância e riqueza da macrofauna epigea em duas estações (chuvosa e seca). Obs.:
O traço preto representa a mediana, n=9, CEL (café linha ed plantio), CLP (café linha de
plantio), CLT (café linha de plantio), PA (pastagem em pousio) e VN (vegetação nativa).
Na estação chuvosa não correu diferença entre os usos da terra para índice de diversidade de
Shannon (Uso da terra p=0,0807) e equabilidade de Pielou (Uso da terra p=0,177) (Fig. 2). Os
índices de diversidade de Shannon (Uso da terra p=0,00127) e equabilidade de Pielou (Uso da
terra p=0,00413) sofreram mudanças com o uso da terra na estação seca. A equabilidade de
Pielou e Diversidade de Shanonn, respectivamente, apresentaram diferença entre vegetação e
entrelinha de plantio do cafeeiro (p=0,00013 e p=000,48), vegetação e linha de plantio do
cafeeiro terra (p=0,01069 e p=0,01827) e vegetação e pastagem (terra p=0,03610 e p=0,04082).
Macrofauna Epígea
Estação chuvosa
Estação seca
Figura 2. Índice de diversidade de Shannon e Pielou (equabilidade) em duas estações (chuvosa
e seca). Obs.: n=9, CEL (café linha de plantio), CLP (café linha de plantio), CLT (café linha de
plantio), PA (pastagem em pousio) e VN (vegetação nativa).
136
A macrofauna epígea apresentou diferença entre vegetação e entrelinha de plantio do cafeeiro,
nas duas estações, o que sinaliza a importância da entrelinha com cobertura de solo, gerando o
acumulo de material vegetal, umidade, atraindo os organismos (engenheiros do ecossistema)
que fornecem serviços ecossistêmicos como transporte e mistura do solo, fragmentação e
decomposição inicial da serrapilheira (GHOLAMI et al., 2016), e consequente melhorias físicas
do solo (CULLINEY, 2013). Além disso, a entrelinha talvez se comporte como um corredor
ecológico, que permite o trânsito de organismos no agroecossistema.
Abundância, riqueza, diversidade e uniforme da macrofauna edáfica
A mudança do uso da terra (estações: chuvosa p= 0.07297 e seca p = 0.85271) e o aumento da
profundidade (estações: chuvosa p= 0.97217 e seca p=0.07911) do solo não afetaram a
abundância da macrofauna edáfica (Fig. 3). Enquanto que para a riqueza edáfica, na estação
chuvosa, ocorreram diferenças entre os usos da terra (p=0.007389), e para as profundidades
(p= 0.393328) não ocorreram diferenças significativas. As diferenças na riqueza edáfica,
estação chuvosa, ocorreram entre vegetação e entrelinha (p= 0.00131), vegetação nativa e linha
(p=0,00030), vegetação nativa e linha de tráfego (p= 6.5e-05) e pastagem e vegetação
(p=0,00063), em todas os usos da terra a vegetação nativa apresentou os menores valores,
exceto para pastagem e vegetação nativa. A riqueza edáfica da estação seca não apresentaram
diferença estatística para uso da terra (p=0.4362) e profundidades (p=0.2191).
Macrofauna Edáfica
Estação chuvosa
Estação seca
Uso da terra: p= 0.85271 ns
Prof. p = 0.07911 ns
Uso da terra: p= 0.07297 ns
Prof.: p = 0.97217 ns
Uso da terra: 0.007389 **
Prof.: p = 0.393328 ns
Uso da terra: p= 0.4362 ns
Prof. p = 0.2191 ns
137
Figura 3. Abundância e riqueza da macrofauna edáfica em duas estações. Obs.: n=9
(tratamentos), n=3 (profundidade), CEL (café linha e plantio), CLP (café linha de plantio), CLT
(café linha de plantio), PA (pastagem em pousio) e VN (vegetação nativa).
A mudança do uso da terra afetou a macrofauna edáfica, na estação chuvosa, o índice de
diversidade de Shannon (p = 0.06232) e equabilidade de Pielou (p= 0.007995), quanto ao uso
da terra (Fig. 4). A mudança do uso da terra afetou a macrofauna edáfica, na estação chuvosa,
o índice de diversidade de Shannon (p = 0.06232) e equabilidade de Pielou (p= 0.007995). A
entrelinha (Pielou p=0,00013 e Shannon p=1.8e-05), linha de plantio (Pielou p=0.00258 e
Shannon p=0.00158), linha de tráfego (Pielou p=0.00016 e Shannon p=8.1e-05) e pastagem
(Pielou p=0.00093 e Shannon p=0.00085) apresentaram maiores valores comparados com a
vegetação nativa. Na estação chuvosa, os índices de diversidade de Shannon (p=1.0000000) e
equabilidade de Pielou (p=1.0000000) edáficos para a profundidade não foram afetados.
Também, na estação seca, o índice de diversidade de Shannon e equabilidade de Pielou
edáficos, respectivamente não foram afetados pelo uso da terra (p=0.3441 e p=0.4454) e
profundidade (p=0.1874 e p=0.4222).
Macrofauna Edáfica
Estação chuvosa
Estação seca
Uso da terra: p = 0.006232 ***
Prof. p = 1.0000000 ns
Uso da terra: p = 0.007995 ***
Prof. p = 1.0000000 ns
Uso da terra: p = 0.3441 ns
Prof. p = 0.1874 ns
Uso da terra: p = 0.4454 ns
Prof. p = 0.4222 ns
Profundidade (cm)
Profundidade (cm)
138
Figura 4. Índice de diversidade de Shannon e Pielou (equabilidade) em duas estações (chuvosa
e seca). Obs.: n=9 (tratamentos), n=3 (profundidade), CEL (café linha de plantio), CLP (café
linha de plantio), CLT (café linha de plantio), PA (pastagem em pousio) e VN (vegetação
nativa).
A ausência de diferenças significativas entre profundidades para a fauna edáfica nas duas
estações pode ser atribuída ao sistema radicular do cafeeiro. O cafeeiro apresenta raízes com
crescimento vertical (raiz pivotante) e horizontal (raízes laterais e absorventes), e considerando
uma extensão lateral 1,0m, de profundidade de 1,2m e nos primeiros 0,50m com 80% do
sistema radicular (REIS; CUNHA,2010), pode contribuir a formação de um ambiente favorável
para os organismos edáficos.
Distribuição e abundância de organismo
Avaliando simultaneamente a composição da macrofauna edáfica nas estações seca e chuvosa,
pode-se observar menores valores de abundância da macrofauna epígea na vegetação nativa, e
na sequência para a pastagem em pousio. Em todos os usos do solo, nas duas estações, ocorre
o predomino do grupo Formicidae. As áreas de café (linha de plantio, entrelinha e linha de
tráfego) apresentaram visivelmente mais organismos que a vegetação nativa e a pastagem em
pousio na estação seca. Na linha de plantio e linha de tráfego foram encontrados encontrado um
grande predomínio de cigarras (Homoptera), uma praga do cafeeiro, os seus valores, são
inferiores apenas ao grupo Formicidae. A entrelinha nas duas estações apresentou as maiores
frequências de organismo, talvez se comporte como um corredor ecológico, que permite o
trânsito de do agroecossistema.
A camada 0-0,10m do perfil amostrado, na estação chuvosa, abrigou a maioria dos organismos,
correspondendo, em dia a 61,2% dos organismos recuperados em cada uso da terra.
Enquanto que, na camada, 0-0,10m do perfil amostrada, na estação seca, abriga 27,1% dos
organismos encontrados em cada uso do solo. Sinalizando a movimentação dos organismos
para maiores profundidades.
Na vegetação nativa, é notário, que a macrofauna edáfica apresenta uma grande abundancia nas
três profundidades (0-0,10, 0,10-0,20 e 0,20-0,30cm) em ambas estações. Na pastagem, nas
duas estações, os menores valores foram para a camada 0,10-0,20m, o que pode ser atribuída
139
uma camada compactada (pé-de-grade), o que era visível e dificultador da retida dos monólitos
nesta profundida. Ainda na pastagem, por estar em pousio a quatros anos, favoreceu a presença
dos organismos na camada 0-0,10m. Nas duas estações (seca e chuvosa) podemos visualizar a
predominância dos grupos Formicidae, Isoptera e Oligochaeta, considerados engenheiros do
solo. Não ocorreu uma redução significativa de organismo com o aumento da profundidade em
todos os usos da terra. Considerando a cafeeiro, observou-se entrelinha maior abundância
edáfica de organismos, em relação a linha de plantio de linha de tráfego, com predomínio do
grupo Formicidae nas duas estações.
A presente pesquisa mostrou que a expansão da cafeicultura sobre áreas de pastagens não
prejudica a macrofauna do solo, especialmente na estação seca. A entrelinha com cobertura
vegetal, seja plantas invasoras, o qual é caso desse estudo, comporta-se como corredor
ecológico que permite o trânsito dos organismos. O sistema expansivo (vertical e
horizontalmente) do cafeeiro contribui com alimento e habitat para a macrofauna edáfica e sua
permanecia no solo. Tais resultados reforçam a necessidade de manter o solo sempre com
cobertura vegetal na entrelinha, uma vez que a linha está coberta com a copa do cafeeiro e a
entrelinha também recebe sobra e as folhas e galhos (serrapilheira) que desprendem da planta
de cafeeiro. Por fim, um cafeeiro bem manejado o solo e a cobertura vegetal, permite um
ambiente favorável a biota do solo.
4. CONCLUSÃO
Os táxons identificados foram 17 (Acarina, Araneae, Blattodea, Chilopoda, Coleoptera,
Diplopoda, Diptera, Formicidae, Gastropoda, Hemiptera, Scolopendridae, Homoptera,
Isoptera, Lepidoptera, Oligochaeta, Oniscidea e Orthoptera). A composição da macrofauna foi
afetada pela mudança de uso da terra nas duas estações. As áreas do cafeeiro (linha de plantio,
entrelinha e linha de tráfego) apresentaram visivelmente mais organismos que a vegetação
nativa e a pastagem em pousio na estação seca. A entrelinha nas duas estações apresentou as
maiores frequências de organismo, talvez se comporte como um corredor ecológico, que
permite o trânsito dentro do agroecossistema. Este estudo chama a atenção para o ganho da
abundância e diversidade da macrofauna nos sistemas de produção de café, em especial na
entrelinha e na estação seca.
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