INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA
DESAFIOS A PROMOÇÃO DA EQUIDADE
DOI:
https://doi.org/10.36674/mythos.v18i1.1059Palavras-chave:
Justiça social, Governança ética, Letramento digital crítico, Reconhecimento cultural, Vigilância algorítmicaResumo
Este trabalho teve como objetivo analisar as potencialidades e desafios da Inteligência Artificial (IA) na educação pública brasileira à luz da equidade educacional, buscando compreender como a tecnologia pode promover uma educação mais inclusiva e democrática. A justificativa reside na urgência de avaliar se a emergência da IA, em um contexto de profunda desigualdade estrutural, irá ampliar as disparidades ou se, pelo contrário, poderá orientar o desenvolvimento de políticas públicas para um uso ético e responsável que valorize o professor. A metodologia consistiu em uma revisão crítica e teórica de natureza qualitativa, focada em três eixos, equidade e justiça social, o papel da IA e o panorama brasileiro, conectando o potencial da IA para a redistribuição de oportunidades aos riscos de minar o conhecimento. A conclusão aponta que a IA é, simultaneamente, uma promessa e um risco, pois, embora ofereça personalização e apoio docente, o cenário de insuficiência de infraestrutura e formação no Brasil exige um enfoque ético, humano e crítico para que a IA se torne um vetor de justiça social e não de exclusão, priorizando a Centralidade Humana e o atendimento às comunidades mais vulneráveis.
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